Thursday, 5 July 2012

Rita Pavone Look-Alikes

Silvia Paula Jentsch does her best Rita Pavone impersonation circa 1964. 


Patricia Ken dubla Rita Pavone no programa 'A Hora do Recreio', na TV Bandeirantes em 1965.

Na década de 60 eramos inundados pelas melodias italianas e, na época, o sucesso ficava por conta de Rita Pavone, Sérgio Endrigo, Gianni Morandi, Pino Donnagio, Gigliola Cinquetti e tantos outros que embalaram os namoricos da adolescência.

Havia poesia por todos os cantos. O amor vibrava em cada acorde e letra de música. Obviamente, eu não poderia ficar de fora. E lá ficava ouvindo os '10 sucessos da Manhã', da Rádio Convenção de Itú e o famoso Programa Barros de Alencar da Rádio Tupi.

Eu era doida pela Rita Pavone e imitava-a, dublando-a, nas festinhas beneficiantes da minha cidade natal. Era o arroz de festa. O Lions e o Rotary se degladiavam em organizar eventos para arrecadar fundos para instituições de benemerência. E eu não podia ficar de fora. Estava em todas. Dublava todas as músicas da Rita.

Cheguei a ir ao programa 'Show de Calouros' do Silvio Santos na antiga TV Paulista Canal 5, na Rua das Palmeiras. O Programa "A Hora do Recreio", da TV Bandeirantes foi outro evento. Todos em 1965, levada pelos tio Clóvis e tia Cida. Os registros falam por si.

Aliás, quando ela veio ao Brasil, lá estava eu no Teatro Record. Foi um sonho...


Patricia Ken no 'Show de Calouros' de Silvio Santos, na TV Paulista, Canal 5, em 1965.



Marcia Cristina dressed to kill... em sua indumentária para imitar Rita Pavone cantando 'La Bamba'.

Lembro de grandes festas nesse colégio. Foi lá que me vestiram de anjo por duas vezes, sendo que em uma delas foi para uma missa na Igreja da Candelária. Além da tradicional caipira, fui a noiva numa das festas e na apresentação de final de ano imitei Rita Pavone cantando 'La Bamba'.

Um "trauma" de infância aconteceu justamente na festa de final de ano do jardim do Instituto Menino Jesus. Diante de um teatro lotado na ABI, no centro do Rio, prepararam um show onde as estrelas eram as criança. Eu queria ter participado do número das dançarinas de can-can, mas mudaram de idéia e eu fui escalada para imitar Rita Pavone - uma cantora italiana que fazia o maior sucesso nessa época. Apenas eu e uma outra menina que quase nunca aparecia na escola fazíamos parte do show. Mamãe recebeu a orientação de que a roupa deveria ser um macacão azul no estilo jardineira, com uma blusa branca por dentro, o tipo de roupa que Rita Pavone costumava usar.

Orientaram para bordar a roupa com paetês, já que estaríamos num palco. Mamãe, que nunca teve vocação para artista plástica, bordou minhas calças com uns poucos balõezinhos coloridos. Quando encontrei com a outra menina, a diferença entre as roupas estava gritante! Impossível para uma criança de cinco anos não se sentir inferiorizada... A roupa dela era toda de cetim, bordada com paetês dourados no formato de plantas e a blusa tinha as mangas e a gola bordados com listras de paetês coloridos. Ela estava linda! E eu sumi ao lado dela.

Pelo menos, pra compensar um pouco, como ela nem aparecia nos ensaios, só eu tinha decorado o versinho recitado na abertura de nosso número:

"Imitar Rita Pavone?
Perchè? Perchè?
La bamba eu vou dançar
Para você, só para você"

Mamãe me fez repetir tantas vezes esse versinho – antes e depois da festa, que eu nunca mais esqueci.


http://saldopositivomemoriasdeumamulher.blogspot.com.br/2010_05_01_archive.html

Juazeiro-CE  também tem sua Rita Pavone


Silvani Campelo, a Rita Pavone de Juazeiro, em reportagem do jornal  'O Povo', de Fortaleza-CE, publicada em 21 Setembro 1965. 

Juazeiro do Norte (de Daniel Walker Marques - correspondente) — O mundo artístico de Juazeiro ganha um novo cartaz. Falamos da garotinha Silvani Campelo, a revelação do rádio juazeirense. A jovem artista, que atualmente vem arrancando os mais calorosos aplausos dos juàzeirenses, fazendo dublagem perfeita ia cantora italiana Rita Pavone, está dia a dia adquirindo fama.

Silvani Campelo é uma garotinha de apenas 10 anos de idade, natural desta cidade. Descendente de uma família de artistas. Seu progenitor é o conhecido humorista pernambucano, radicado em Juazeiro, sr. Aluízio Campelo, produtor e apresentador do programa "As trapalhadas do Pinguim", levado ao ar através da Rádio Iracema há mais de 10 anos. Não obstante sua pouca idade, a garota Silvani possui uma desenvoltura admirávell, sua elegância no trajar mostra uma cópia perfeita de Rita Pavone.

A reportagem de 'O Povo'que esteve em demorada palestra com o sr. Aluízio Campelo, conseguiu colher alguns dados a respeito das atuações da "garota revelação" de Juazeiro. Silvani apresentou-se pela primeira vez no programa "Tia Benta" do canal 6. Posteriormente, foi levada com exclusividade para o Clube Internacional do Recife, onde deu um magnífico "show" de dublagem. Dado o grande sucesso obtido, foi mais tarde se apresentar no Clube Português, também da "Veneza brasileira", logrando mais uma vez sucesso marcante. Aqui. em Juazeiro, Silvani Campelo deu vários espetáculos no programa "A cidade se diverte", atraindo um público numeroso. Também deu um "show" especial para o Lions Clube que inclusive contratou-a para um novo "show" em dias do mês em curso na Quadra João Cornélio. A garotinha está ganhando fama e sua trajetória artística promete ser das mais brilhantes.

Na foto a garota Silvani Campelo quando de sua apresentação no programa "A cidade se diverte". (Fotografia de Raimundo de Oliveira, repórter fotográfico de 'O Povo').


Enza Flori conversa com Tarciso Meira e Gloria Menezes nas dependências da TV Excelsior, Canal 9.


Wanderlea e Enza Flori em programa de TV.



Já ouviu falar nessa cantora, Luiz? Achei numa Revista do Radio. Diz que ela, Vanda Alves, cover da Rita Pavone, tinha sido contratada pela Continental e gravaria um disco acompanhada pelo conjunto The Flyers, porém acho que esse disco nunca foi gravado. Leo Abrantes. 


Katia Cilene, José Messias, Denise Barreto & Nalva Aguiar. Denise was a kind of Rita Pavone's follower in Rio de Janeiro. 


1 comment:

  1. Oi Toto! Legal que vc tenha se interssado pelas minhas histórias. Meu nome não está explícito no blog porque prefiro manter um mínimo de discrição já que relato ali muitas situações vividas que podem não ser compreendidas ou que envolvem outras pessoas. É meio que um livro de memórias virtual onde exponho demais alguns assuntos mais íntimos. Poucas pessoas que me conhecem sabem desse blog...Meu nome é Márcia Cristina, assim mesmo, sem sobrenome, ok?

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